quarta-feira, 4 de março de 2015

ERRO VENCIDO

Na carta, nas letras que ela continha,
Viviam uns versos de ontem, eu sei,
Rasgados, perdidos, depostos da “lei”
Ferrenha, enfadonha, a senil ladainha:

“Não tentes. Não topes. Errar martiriza!”
Mas, penso e discordo: errar nos ensina,
Em ato e em dor, por ser nossa sina,
Que o aprendizado é a mais firme baliza.

Versinhos na carta, perante a tirana
Força restritora, feroz, que esgana…
Diziam lá cálidos, em tom decidido:

“O teu maior medo, ingênua arteira,
É mais miserável que a tua maneira
De rir adiante do erro vencido."

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