terça-feira, 20 de maio de 2014

CONFUSÃO SILENCIOSA

Queda José... e nasce Ana.
Na cama, concebe-se Miguel;
na água, batiza-se João;
no leito, em casa,
olha Pedro para o teto,
contando os segundos.
O menino joga a pedra numa lata...
e a luta segue morna e normal.
Entre lágrimas de chegada e saída,
o poeta, simplesmente, alma perdida,
nem diz sim e nem diz não.
Só fica pasmo, o coitado,
com a tamanha confusão
que é o trilho deste mundo.

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