terça-feira, 27 de maio de 2014

A TRISTEZA DO PALHAÇO

Por detrás de tanto riso
Aparente paraíso
Algo está por desabar

O homem, menino
A peça, o povo
Que vem assistir
O palhaço tolo
No chão se partir
O choro contido
A mancha na tinta
Que suja seu rosto
Não é mês de agosto
É pleno abril
E chove lá fora
Sorri já febril
Quando se apresenta
O pobre palhaço
Por lá se partiu
Sorrindo e chorando
No chão se espojando
E foi-se, sem mais
Não fez-se capaz
De ver a si mesmo
Assim preferiu.

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