terça-feira, 22 de abril de 2014

POEMA SEM TÍTULO

Regurgitei um poema
noite passada
estava inclinada
a letra traçada
e manchada
De sangue e lágrimas
a tosse brava
desbaratada
caiu no papel
Minhas últimas energias
ali findadas
retratadas
maltrapilhas
Adjetivei tudo que pude
e depois calei
como morto
e desiludido
derrotado
sucumbido
E rimei o último verso
sem saber porquê.

Nenhum comentário:

Postar um comentário