terça-feira, 29 de abril de 2014

FLORES SECAS

Descansa no vaso a flor ressequida,
Caída, calada, apagada e sem cor.
A morte lhe veio presente do amor,
Tirada da terra, podada e vendida!

Não fora somente um presente dado,
Por mero capricho de conquistador.
Menina, tu sabes qual é o valor
Do simples instante por ela marcado!

E morre mais uma em meio às tantas,
Jogadas em vasos, depois de guardadas,
No livro espremidas, no peito trancadas!

Pedaços cortados de restos de plantas
São mais e são menos do que se espera
Saudade da gente que ali persevera!

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