domingo, 20 de abril de 2014

"?"

Estre as aspas, tão tuas
coube-me inserir uma interrogação:
mas por que teu sintático coração
aquebrantou-se sozinho outra noite?
por que sozinho o cortaste de faca?
por que sozinho o remendaste com cuspe?
por que, ora, porque...!?
se te pergunto, e me encho de pontos
costurando sei lá o que
com a agulha da tua mordida
que dói na ferida sempre!
por que, ora, porque...!?

seria meu poema uma auto-acusação?

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