segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

TAL À CRIANÇA

Queria eu inocente
tal à criança:
em seu sorriso,
em sua plena condição
de incompletude
por estar-no-mundo.

Queria eu sincero
tal à criança:
no olhar poético 
por sobre as coisas
e irmão 
por sobre os homens.

Queria,
tanto queria,
que, por fim,
atrevi-me a tentar
ver um relâmpago 
como um grito,
a chuva como um choro,
o vento como um assobio,
a lua como uma irmã,
o rio como um espírito,
a morte como um caminho
e a vida como um sopro,
um sopro quente e ávido
por mudança.

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