terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O VÁCUO

Nada mais incompreensível
Que o vácuo
E sua inexistência
Em cujo vórtice
O sentido se extermina
E a dor nos estraçalha
O ar escapa

O vácuo
O silêncio mais perfeito
Muito mais que rarefeito
É a sublime criação
Que destrói
E junta os pedaços
Para renovar

Pena que nos apeguemos
À passageira matéria
E prendamos nossos pés ao chão

Pena que o silêncio seja renegado
Mas invada quando surge a solidão

O desespero é a tônica indigesta
De um homem que quer se entender
Mas no final de tudo
O começo do avesso
O mundo diz: te ofereço,
Viva a tua condição!
...de finitude, pobreza e mortalidade.

Aí depois
Depois do vácuo
Depois do fechar das vistas
Não-sei.

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