terça-feira, 8 de outubro de 2013

POUCO PARA UM MINUTO


um minuto
não cabe
no relógio
nem no tilintar
d’água na fonte
não cabe
no silêncio
da manhã
nem no dia
que não veio
não cabe
o minuto
no homem
com sua vida
e as ilusões
não o vemos
nem sabemos
que o minuto
não cabe na vida
e a vida
num minuto
é grande
tão grande
que não cabe
não se sabe
a que veio
o Sr. Tempo.

TORNEI-ME PAI

No teu choro mais primeiro
Vi o sopro derradeiro
Da angústia que vivia
Tive nítida a impressão
De que se tratava então
De um filho que nascia
Corri todo atordoado
Para chegar ao teu lado
Naquela maternidade
Tua mãe contigo em mãos
Exausta em serenidade
Quase não acreditei.

Tornei-me pai!

domingo, 6 de outubro de 2013

COMPRE O SEU LIVRO E SABOREIE UM POUCO DE NOSSA ARTE LOCAL


Acaba de sair do prelo a 1.ª edição do livro Veredas Sinuosas Poesia e Prosa), produzido em coautoria por Benedito Rodrigues e Eliton Meneses. Lançado, antes, em caráter experimental, na editora virtual Blurb, o livro agora, revisto e ampliado, foi impresso em editora convencional (Sobral Gráfica e Editora), com a merecida inscrição no ISBN.  

Trata-se do primeiro livro lançado sob a chancela da Academia Palmense de Letras (APL), formado por uma coletânea de textos que retratam, em verso e prosa, vicissitudes do cotidiano, histórias familiares, a militância social e as inquietudes pessoais dos autores, além de outros aspectos da vida e da cultura, especialmente a das terras coreauenses.   

O livro conta com cerca de 170 páginas, em edição esmerada, e pode ser adquirido pelo valor de R$ 15,00 (quinze reais). Para adquiri-lo, é só enviar e-mail para os autores: fcoeliton@ibest.com.br (Eliton) ou beneditogr@hotmail.com (Benedito); ou, se preferir, ligar para (88) 9214-9130 (Benedito) ou para (85) 9679-7283 (Eliton). 

RECOMENDAÇÕES A UM COMPANHEIRO

Cante em versos prosas que esquecestes.
Fale em lágrimas as tristes dores.
Teça na poesia seus louvores
Às flores que no caminhar perdestes.

Sorva o mel vermelho que vivestes.
Largue ao céu os seus andores,
E saberás de longínquos rumores
Que soltarás aquilo que prendestes.

No entanto, afirmo-te, sincero,
Que de tudo em conta que te quero,
Há pouco ou mesmo nada de valor.

E, teimoso, resoluto, ainda espero
Não será o medo vil e o sofrer mero
Que romperão o teu andar de lutador.