domingo, 2 de junho de 2013

O ONTEM E O HOJE

Recentemente recebi um e-mail, onde o ex-presidente enaltecia o Programa Bolsa Família. No vídeo, ele criticava os seus opositores a respeito do benefício destinado à população. Chegou a chamá-los de ignorantes. Na sua visão este benefício não torna a população preguiçosa. Já em outro momento do vídeo ele (Lula) faz criticas duras a esse tipo de benefício. Pois esta “ajuda” estaria sendo usada como “moeda de troca” eleitoral.

Vejam amigos blogueiros: Temos dois Lulas. Um antes da “Faixa Presidencial” e outro palaciano. Quando sindicalista pregava ideias revolucionárias e o bom uso do erário público. Já sentado na mesa palaciana as coisas mudaram. Primeiro ato: Aquilo que era assistencialismo passou a ser o principal programa do seu governo - o Bolsa Família. A utilização do erário público como moeda de troca para a governabilidade do seu reinado... Que nos outros governos também havia desvios é fato! Mas nestes dez anos o que vemos é que esta prática foi institucionalizada.

Já o Programa Bolsa Família ter sido o responsável pela mudança de classe na sociedade brasileira, tenho minhas dúvidas. E me embaso nisto por achar que o dinheiro recebido por cada família é muito pouco para proporcionar tal mudança. A importância que vejo são as condicionalidades que cada família tem que cumprir para manter-se no Programa. Tais como: Manter as crianças nas escolas, ter o cartão de vacinação em dia e fazer o acompanhamento de pré-natal. Vejo estas condicionalidades como uma obrigação familiar. Pergunto: Se houvesse uma campanha de conscientização séria acerca dos direitos e deveres das pessoas com sua família e sociedade não seria mais pedagógico e bastaria?

Semana passada houve um boato tratando do fim do Programa Bolsa Família. Foi um “Deus nos acuda”! Começando pela classe política. O Planalto tratou logo de desmentir e acusar a oposição. Este programa vai se perpetuar.

Voltando ao início da nossa participação, vejo que o ex-presidente, “enquanto sindicalista” tinha razão quando falava que este benefício é uma moeda de troca eleitoral. E hoje ele é o principal cabo eleitoral do Partido palaciano. O Que era ontem não é hoje. Os fins justificam os meios?!

Carlos Teles

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