sexta-feira, 31 de maio de 2013

LÁPIS VELHO

Comprou o lápis ao moleque.
Deu-o ao desenhar o caderno.
Com as letras tortas dele,
Traçou os primeiros planos.

Esboçou mil aventuras a mais.
Arquitetou seus sedentos gestos.
No papel, hoje todo amarelado,
Fez-se, foi-se, nasceu-se.

E agora olho seus traços
Com saudade...

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