sexta-feira, 17 de maio de 2013

DO QUE BASTA ALGUÉM

Do que me basta,
Se não me basto,
A abastada poesia
Se minha agonia,
Inconsequente,
Não a preencher?
Do que me basta,
Se não me basto,
Inventar estórias
Para me defender?
Do que me basta,
Se não me basto,
Pintar o moleque,
Que passa na rua,
Assobiar ao nada,
Se a maior obra
É a obra nua?
Do que me basta,
Se não me basto,
Escrever e pensar,
Se o tédio é ímpar,
E faz-me corroer?
Do que me basta,
Se não me basto,
Desiludir e desistir?
Quero mais é viver!
Do que me basta,
Se não me basto,
Fugir dos sonhos?
Saio dos escombros,
Abraço alguém,
Peguei-o(a) na mão,
Para correr,
Um pouco até...
Onde os pés
E as vistas
Não alcançassem,
E nos bastamos.

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