sábado, 13 de abril de 2013

O "TAM, TAM, TAM" DA VITÓRIA

“Tam, tam, tam. Tam, tam, tam...” Esta música se eternizou como som da vitória ao passar a representar as inesquecíveis vitórias do Eterno Ayrton Senna. Aos domingos o povo brasileiro sentava em suas poltronas para assistir às suas vitórias. Sua morte deixou-nos uma grande lacuna. Não somente por suas vitórias nas pistas de corridas. Mas, acima de tudo, pelo o exemplo da pessoa que ele era. Tanto é prova de “sua grandeza” que somente após sua morte é que foram revelados, ao mundo, seus feitos em prol dos mais necessitados – Um grandioso, e silencioso, trabalho social. A orfandade brasileira deve ter em exemplos como este a referencia “de ser cidadão” a ser seguida por todos, e principalmente, por nossos jovens, que são o futuro do País.

Hoje não existe um brasileiro com notoriedade suficiente que nos faça dá-lo a alcunha de “O CARA”. Se existe, sinceramente não é do meu conhecimento... Os “notórios” que conheço, são políticos. Os quais costumeiramente eu chamo de “lambedores de rapaduras”.

O Brasil enfrenta hoje uma guerra urbana. E no fronte desta batalha os jovens brasileiros estão entrincheirados munidos de drogas, armas, violência demasiada e coisas mais... O que fazer? Para alguns dos ditos-cujos “lambedores de rapaduras” a solução se dará com a diminuição da maioridade penal dos nossos jovens. Ou com uma maior e efetiva pena a esses jovens, quase adultos. No entanto, se a mudança não se der de forma consistente, veja o absurdo que ocorrerá: Se os nossos presídios existentes – e insuficientes, e considerados “depósitos de seres humanos” não conseguem, comprovadamente, recuperar os “adultos”, terão “esses mesmos presídios” a capacidade de fazê-lo?

A saída para reverter este caos social juvenil é implantar políticas públicas que venham a ser “a luz no fim do túnel” de que tanto precisamos que exista! Uma dessas políticas seria a política de investimento na educação, esporte e lazer destes jovens. Ocupar a suas mentes. Acredito que, atrás da bola (do esporte) não haverá a bolinha (do crack). Hoje as lápides dos cemitérios estão cheias de nomes de jovens que se foram cedo demais. E em muitos lares reinam o som das lágrimas derramadas por suas mães. É hora de ouvirmos, de novo, nos lares brasileiros, a predominância do, simples, mas feliz, som tema da vitória de um simples “da Silva” que a todos alegrou e ainda alegra... Que seu ouça mais e mais a música: Tam, tam, tam. Tam, tam, tam...

Carlos Teles

Nenhum comentário:

Postar um comentário