terça-feira, 29 de janeiro de 2013

ME TIRES DO NADA!

Já vi mesmo o sentido se esfacelar e a crueza da realidade me consumir em instantes.

Já tive momentos em que as coisas ao meu redor se distanciaram e senti a dor profunda de um eu si mesmo que não existe.

Já houve momentos de profunda angústia, desesperança, desespero...

O que seria de mim, nesta imensidão de espaço-tempo, vácuo e partícula, que minhas lentes letradas filtram incessantemente para facilitar-me a vida?

Só me senti pequeno, indefeso e perdido!

Já não acreditei!

E o único sentido, a única mão que me resgatou do abismo foi  esperança - a esperança reconfortante de poder olhar em teus olhos, saber da vida, fino traço, que poderemos tecer.

Pode até ser curto, insignificante, esse caminhar, angustiante a realidade de perda, mas ter te conhecido valeu, valeu mesmo até mais que a imensidão do nada.

Meu apego, minha trilha em teus braços...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

LUTO BRASILEIRO

"O Brasil domingo acordou com uma carnificina provocada pela ganância de empresários do ramo de entretenimento. Conforme a Doutrina Espírita, a morte não é o fim e sim um novo recomeço. O fim são as Gestões Públicas que não fazem Plano de Contingência de Desastre tanto de origem Natural como Humano. O que ocorreu foi decorrente da negligencia do Município e do Estado no sentido de não exigir que a casa de show funcionasse dentro das medidas de segurança. Esperamos que sejam feitas grandes inspeções nas diversas casas de show existentes pelo Brasil a fora no intuito de evitar que vidas e sonhos sejam ceifados no seio das famílias brasileiras.

No Brasil as coisas nem sempre são tratadas com os seus devidos valores. Vejamos. A Rede Globo mobilizou todo o seu estafe jornalístico par cobrir in loco o desastre no município Santa Maria no Rio Grande do Sul. Desastre no Brasil não é novidade. A população brasileira está morrendo nos corredores dos inúmeros hospitais públicos. Tem escola, por este Brasil a fora, que vai começar as aulas sem ter um pingo d’água para fazer a merenda. O Nordeste brasileiro passa por secas inadmissíveis nos tempos de hoje. Se eu fosse citar outros exemplos passaria a noite o fazendo. Seria maravilhoso que estes 'desmandos' fossem mostrados pelos telejornais na íntegra da rede de corrupção.

O dinheiro, que é desviado pelos lambedores de rapadura nas três esferas de governo, seria suficiente para que o Brasil tivesse um Plano de Contingência de Desastres voltado para minimizar estas catástrofes.  Mas o que falta mesmo é uma política de controle fiscal nas Administrações Públicas. Cadeia para os gestores desonestos! Já a Casa de Show deveria ser para os jovens comemorarem a existência da mocidade."

(Carlos Teles)

TORMENTO

Por fora tento ser frio como se não ligasse pra nada,
Mas, por dentro do peito, estou inflamado de paixão.
Nem mesmo desconfia do que sinto por você;
Já me acostumei com o frio, o escuro e a solidão.

Tento pensar de modo um pouco mais otimista;
Tento imaginar você ao meu lado me dando atenção e amor,
Entretanto uma voz parece gritar em meus ouvidos
Que nunca sentirei seu cheiro, carinho ou calor.

A solidão que sinto parece nunca ter fim!
Tenho a certeza de que esse amor jamais será correspondido!
Certeza essa que afoga a minh'alma;
Certeza essa que me deixa triste e abatido.

Por Kelvis Albuquerque, estudante coreauense, mais uma descoberta da APL.

RETRATO DA JUVENTUDE DE ALCÂNTARAS

Abaixo, um dos produtos do Curso de Formação de Jovens Lideranças no Norte Cearense, promovido pela Rede de Juventude para Cidadania e Fundação CIS, com o apoio da Fundação Luterana de Diaconia. Superando as dificuldades logísticas, os jovens representantes de Alcântaras produziram este vídeo-documentário tratando um pouco da juventude de seu município: onde está e o que faz essa juventude?

A DIFERENÇA ENTRE ALUNO E ESTUDANTE (TALENTOS DE NOSSA PALMA)


A diferença entre eles
Se vê quando estão na sala
Na hora da explicação
Exato momento d'aula
O estudante na atenção
E na mesma ocasião
O aluno brinca e fala.

O aluno é uma pessoa
Toda  despreocupada
Chega à classe e logo senta
Já de forma inadequada
Com a perna toda aberta
Não acha a maneira certa
E não quer saber de nada.

O estudante é diferente
Tem outro modo de ser
Se senta ao chegar à sala
Já sabe o que vai fazer
Paga logo o livro e abre
Faz do jeitinho que sabe
E vai começar a ler.

Professor fica explicando
O aluno nem aí
Fica só na brincadeira
Só pensa em se divertir
Praticando palhaçada
Para causar a gargalhada
Só fazendo a sala rir.

O estudante é atento
Acompanha a explicação
E debate todo assunto
Sem nenhuma pretensão
E isso, sei, lhe satisfaz
Ele quer aprender mais
Formar sua opinião.

Aluno vai à escola
É atrás de brincadeira
Pra jogar papel no chão
E também riscar carteira
Vem escrito em sua agenda:
"Toda hora da merenda
Perturbar a merendeira!"

O estudante a escutar
Já tem um jeito educado
O assunto que ele trata
Sempre é bem justificado
Tem a maior tolerância
Esforça-se um bocado.

Alunos, estou pedindo
Não brinquem com o saber
Todo estudante sabe
Que o estudo faz aprender
Só não sabe quem não quer
Indefeso você é
Sabidão vai te comer!

Por Antônio Ciqueira, uma de nossas descobertas apeeleanas de Coreaú, com a colaboração do Prof. João Teles.

domingo, 27 de janeiro de 2013

LUIZ GONZAGA NA PALMA DOS ANOS DE 1950

Luiz Gonzaga – Crédito: Chico Albuquerque/Divulgação
Na campanha eleitoral de 1954, a quietude da provinciana Coreaú foi quebrada pela caravana da alegria. O inusitado evento, uma espécie de comício show, tinha como estrelas reluzentes o “Rei do Baião” e o “Doutor do Baião”, respectivamente, Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, este candidato a deputado federal e aquele o sanfoneiro ícone do Brasil.

A antiga Palma estava em festa, dois grandes mitos da música brasileira de então se apresentavam na Praça da Matriz. O cenário era simples, porém altaneiro. Na carroceria de um caminhão, Luiz Lua Gonzaga tocava sua famosa sanfona e cantava um baião, o candidato Humberto Teixeira, advogado e compositor, cantarolava e discursava para o público adulto. Enquanto uma interessante figura, que dividia o palco com as luminosas estrelas, era admirada pela meninada. Tratava-se de um anão com seu ritmado pandeiro e dança brejeira.

No curso da pesquisa sobre as coisas e os fatos da Palma de ontem, nada escrito encontrei sobre esse importante momento. Todavia, no universo da história oral, ouvi muitos relatos acerca dessa graciosa visita. Tinha eu seis anos de idade, era tão criança, porque pequeno ainda sou, mas lembro-me desse alegre acontecimento ocasionado por essas três criaturas a procura de votos.

Destaco, por ser relevante, que nas sessões lítero-musicais do Grêmio Literário Padre Benedito do então Ginásio Nossa Senhora da Piedade, sempre uma música de Luiz Gonzaga fazia parte da programação.

Relembrar é viver, diz um velho proverbio. Nesses encontros culturais, as músicas do “Rei do Baião” mais cantadas eram: “No Meu Pé de Serra”, “Asa Branca” e “Juazeiro”.  Neste instante de recordação, registro com grande satisfação alguns versos das citadas páginas musicais: “Lá no meu pé de serra / Deixei ficar meu coração / Ai, que saudades tenho / Eu vou voltar pro meu sertão /...”; “Quando olhei a terra ardendo / Com a fogueira de São João / Eu perguntei a Deus do céu, ai / Por que tamanha judiação/...”; Juazeiro, juazeiro/ Me arresponda, por favor, / Juazeiro, velho amigo, / Onde anda o meu amor / ...”. (Versos retirados de: http://letras.mus.br/luiz-gonzaga/47081/; Acesso em 26/01/2013).

O Brasil inteiro tem homenageado o saudoso Luiz Gonzaga Nascimento, o Gonzagão, pelo centenário de sua natividade. A velha Palma presta, também, sua homenagem ao grande nordestino que elevou às alturas os ritmos do sertão.

Fortaleza, 26 de janeiro de 2013.
Leonardo Pildas

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

MERGULHE...

Qual é mesmo o sentido de nossa existência? De nossos sonhos, nossas ideologias, de nossos desejos, de nossos suspiros, de nossos estudos? Qual o sentido de minhas perguntas? Muitas vezes, os jovens não procuram um sentido para as coisas, estão anexados a um mural social, presos por grampos ideológicos. Por isso, procurem enquanto são jovens. Procurar o quê? É uma bela pergunta. Procurar o quê? A natureza nos propõe uma infinita variedade de coisas a serem procuradas, ela não nos limita, ao contrário da Sociedade. Por isso, para aqueles que buscam uma visão mais dinâmica dos fatos e um entendimento além da superficialidade que estão expostas, perguntem, procurem uma pergunta. Confiem em suas sinapses e, como prova disso, dancem na beira do abismo da vida sem medo, ou melhor, sem medo de ter medo.

Mergulhem no imenso abismo que se esconde por detrás de seus olhos. Assim, cabe a cada um dos que se sentirem ousados em enfrentar o desafio de conhecer, perguntar o que se encontra pela frente, que possa lhe perturbar e causar fascínio, mas nunca causar a vontade de voltar e se esconder em sua toca, em seu interior. Um mergulho no calmo e misterioso abismo do desconhecido é importante para o nosso crescimento, e talvez até para nossa liberdade. O que se esconde nessa escuridão, nesse abismo? Não poderemos sentir o prazer de uma resposta sem perguntar o que se esconde lá em baixo, não conheceremos os ‘limites’ se não tentar deixar a superfície do abismo e mergulhar no desconhecido. Um profundo mergulho no escuro, sem medo do contato com o desconhecido é necessário ao desenvolvimento do ser pensante.

Não devemos temer a escuridão, pois é nela que se encontra caminhos diferentes em que muitos deles podem nos seduzir. E se existe escuridão, em algum lugar, surgirá uma luz, não importa quanto tempo demore. Assim como um hormônio, também na escuridão selecionamos nosso local de ação, nosso despertar e assim alimentamos nossas asas para realizarmos voos mais altos. Seguimos sempre em frente em busca de algo. Em busca de que? De uma saída ou mesmo outra entrada. Como o DNA, é nas profundezas dessa escuridão que se encontra o ‘genes’ do desenvolvimento humano científico e filosófico: uma pergunta. Se temos a resposta para essa pergunta, é uma questão muito mais profunda do que o próprio abismo que ficamos sujeitos à queda. É neste desconhecido que se encontra a verdadeira essência do gozo e prazer social e intelectual do homem primitivo e moderno. Portanto, perguntem. É dentro desse imenso abismo que nosso corpo criará os mais variados tipos de processos químicos e que nos causará sensações de bem estar. Podemos, ao mesmo tempo, conhecer e desconhecer. Esse é um duplo sentido de nosso desenvolvimento como seres transmutáveis.

Na imensidão escura e profunda, tudo germina, apodrece, se transforma, a matéria, os sonhos, as utopias, os ideais, o real, o imaginário, os desejos etc. Nada permanece sem transmutar. Ou melhor, a única coisa permanente é a transmutação. A mudança de pensamento é apenas uma falha percebida na malha do pensamento social, é apenas uma ondulação dos conceitos vigentes. É apenas um sopro nas ideias fermentadas que gera uma essência diferente daquelas adaptadas às nossas narinas. Encontrar essa falha é uma oportunidade que se encontra para perturbar o equilíbrio e assim buscar novamente outro equilíbrio. A dinâmica de nossa vida dá-se em sucessivas etapas de equilíbrio que ocorrem entre a superficialidade e o abismo calmo e caótico. Se não há desequilíbrio, infelizmente não há transformação, não há movimento dos corpos e, assim, nada poderá existir. A pergunta é gerada simplesmente das metamorfoses que sofremos, por isso, a Química funciona de forma precisa, sem distinção.

As leis da Química não favorecem somente às pessoas bonitas, ricas, inteligentes, teístas; elas funcionam de forma precisa em todos os corpos que compõem o universo, do pequeno ao grande. Caminhar nas profundezas da essência desconhecida me causa arrepios, gritos e fascínio. Assim caminho com o intuito de, mesmo sentindo medo, aventurar-me. Aventurar e se deliciar com o meu próprio medo. É nesse humilde esboço de encontrar algo escondido que encontramos novas amizades e pessoas que ficam criptografadas em nossa mente, mais é nesse mesmo percurso, que se despedimos de pessoas que levam um pouco de nós e muitos que não deixam nada, apenas passam sem deixar seu espectro.

A cada parada feita nesse caminho obscuro, temos a oportunidade de contemplar um novo horizonte, e este acaba sendo muito mais fascinante do que estamos habituados, é mais complexo, às vezes mais perceptível, mas em outros momentos, fica além do que nossa visão pode perceber. Como a alquimia, a verdade se encontra dentro de algo criptografado, e o segredo só será revelado aos iniciantes. Por isso, inicie-se. Mergulhe. Será mesmo que você é digno de conhecer a verdade? Se você duvida, mergulhe nesse infinito e profundo abismo. Mergulhe sem se preocupar se seu paraquedas vai ou não abrir, simplesmente abra suas asas e sinta o frio do desconhecido, sinta seu corpo em queda livre. Sinta a vontade de conhecer e se aventurar num paraíso perdido. Perdido ou encantado? Assim, antes de seu corpo tocar em alguma coisa sólida surgirá uma palavra, uma visão, uma pergunta que a mesma ao longo da queda, será revelada uma resposta.

O que te dará mais prazer, o simples ou o enigmático? Se isso lhe gerar dúvida, mergulhe nesse imenso abismo e sinta. Formule uma resposta. Você não encontrará uma resposta para todas as perguntas, mas encontrará uma pergunta que somente quem sente o frio da queda poderá torná-la mais próxima do real. A queda, não importa quanto tempo demore, será sempre subjetiva, será sempre uma sensação, uma diversão, pois nos causará arrepios. O silêncio permanece por alguns instantes, mas depois surgirá algo contrário, algo perturbador e fascinante. É a busca por um momento oportuno de conhecer. É a dança da queda-livre dos nossos corpos. Mas tudo isso está dentro de cada um de nós. Assim, somos apenas misturas alquímicas em que se escondem uma grande riqueza e, claro, inúmeros segredos.

O homem é o próprio elixir da longa vida, a própria pedra filosofal. Cabe a cada um de nós mergulhar no mundo desconhecido que nos está exposto. Cabe apenas (como os alquimistas) tentar encontrar uma pergunta que nos revele quem realmente somos, o que desejamos e sentimos. Uma pergunta apenas, que será revelada quando cairmos na toca do coelho branco, e sentirmos que estamos no país das maravilhas. Contos de fadas? Eis aqui meu silêncio que lhes deixo para ser esclarecido quando resolverem experimentar uma viagem através do espelho. Silêncio este que nada mais é do que meu desejo de conhecer e caminhar em novos horizontes. Contos de fadas? A resposta a esta pergunta será revelada a você. Quando? Mergulhe e me encontrará lá. Vá pela toca do coelho ou por um atalho na deformação do espaço-tempo. Tudo lhe levará ao meu encontro.

Não existem limites para nossa imaginação, para a nossa queda, para as perguntas. Minha única verdade neste momento é que a viagem nas profundezas é fascinante, se queres me desmentir, que mergulhe. O primeiro momento será estranho para ti, mas será apenas os primeiros quilômetros. Quando você for capaz de fazer a primeira pergunta depois da queda, tudo se torna meramente normal, simples, e toda a superfície se torna apenas coadjuvante. Quem nos guiará no percurso? Uma bela pergunta. Seja seu próprio guia, assim a viagem se torna mais atraente, mais divertida. Por isso, caminhe, deixe seu pensamento gravado nas paredes do abismo para serem vistos por outros que se arriscarem, componha uma linda poesia e deixe-a registrada. Mergulhe. E assim encontrará nas profundezas a sua verdade, que será questionada. Questionada por quem? Por mim, pelos outros, por você. Por aqueles que forem dignos de contestarem a sua verdade

O que penso sobre o mundo? Mergulhe comigo para conhecer minha loucura, meu pensamento, meus desejos, o meu mundo, meus ideais. Crie as oportunidades de caminhar ao meu lado. Assim me entenderá, e quando eu partir, não sentirá saudades, pois terei lhes dado todas as oportunidades de me conhecer. Depois, seguiremos o nosso próprio caminho individual, conheceremos novos atores e novos loucos que mergulharam no mesmo abismo desconhecido. Caminhando nesse cominho você será capaz de me modificar, me transmutar e sentir o quanto você precisa se transformar.

Mergulhe e encontrará dentro de meu código genético, a receita para meus enigmas, se é que tenho algum, mas se não tiver, mergulhe e encontre-os, pois você criará alguns que terão minhas características e por falta de adjetivos, chamará simplesmente de enigmas. E quando a queda se tornar monótona e arrepiante, grite por mim, e mesmo longe, talvez possamos traçar novos laços e assim produzir uma malha mais resistente que amorteça a nossa queda.

Por isso, mesmo com medo, mergulhe.

Por Marcos Souza

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

NUMA TARDE DA DÉCADA DE 1970

Duas e meia da tarde. O lugarejo pequeno do Ceará está paralisado. O sol é inclemente. De repente, uma cipoada de vento; lá vem o redemoinho! Folhas secas no ar, a poeira sobe e faz parafuso. Uma beata, assusta-se: - Valha-me, São Reimundo! O comboieiro, que cochilava debaixo de uma das poucas árvores, pragueja, bodeja, valente! Seu peixe tinha se misturado ao vendaval. As mulheres, já velhas, repassam contas nas janelas. Os homens estão sentados nas calçadas, com a cabeça escorada na ponta da bengala. Alguns se atiram no fundo de umas fiangas surradas. De algumas casas vem o cheiro forte de café. Alguém grita do longe de uma cozinha fumacenta: - Zé, traz o pão! Oh, home sem esprito! Na ponta da rua surge uma meia dúzia de pessoas. Tem caras tristes. Trazem um caixãozinho branco. Nele há uma criança morta, vestida de azul. Mais uma que se vai, diante da frieza do governo. Todo dia passavam várias. Alguns dos acompanhantes já se repetiam nos cortejos incessantes. A vida se move devagar. Até que se abre a primeira bodega. Um homem que tremelicava debaixo do benjamim vira a primeira bicada. O comboieiro trepa a sacaria nos jegues cansados e já bicheirentos e some no poeiral! E grita e bate e canta, num gemido incompreensível. Homem valente. Viaja só. De companhia só sua macaca de relho e seus jegues. Vai pra Granja, Uruoca, Senador, Chaval, Camocim, Barroquinha,... De vez em quanto pensa na mulher nova que deixou em casa. Mulher nova... de saudade tão velha!
O homem valente pensa: quando chegar... e tempera a garganta, num riso besta...

Prof. João Teles, no Coreausiará

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

RECONCILIAÇÃO

Quero te regar com minhas lágrimas de alegria;
Nadar no sonho de te reencontrar e a teu sorriso
Em cada caminho que seguir e em cada novo dia.
Quero ser um pedaço teu, amar-te, amar-te mais.

Saiba, minha menina, já não sei se viveria bem sem poder sentir a quentura de tuas mãos, sem o aconchego de teus sussurros ao meu ouvido, sem a ternura de teus conselhos.
Saiba, por mais que o tempo passe e nos dissipe, poder estar contigo me reconforta e me dá esperanças de que nem tudo é ilusório. Fica comigo nesta caminhada. Quero construir a vida contigo.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

LETRAS QUE FICARAM...

No dia l5 de outubro de 2012, iniciei um processo de avaliação do acervo sobre Coreaú, que consegui juntar até o presente momento. Nesta ação, tenho encontrado algumas raridades: documentos e fotos que falam de fatos e feitos da velha Palma e de sua gente.

Domingo, dia 13 de janeiro de 2013, encontrei o original do discurso de quatro laudas datilografadas proferido pelo dinâmico coreauense Raimundo Fontenele de Aguiar, mais conhecido por Raimundo Aguiar, apresentando para seus conterrâneos um projeto inusitado, porém exequível, intitulado de “Coreaú Construções Progresso”. Na oportunidade, assinalou o slogan desse movimento: “ACC - Ajude Coreaú a Crescer”. Naquele momento festivo, a certa altura de sua entusiasmada fala, em voz alta, ele conclamou cada coreauense para tornar-se “... – um operário do progresso de Coreaú –...”.

O valioso documento não está datado. Todavia, tomando por base a referência feita a duas autoridades da época: o prefeito Gerardo Antônio de Albuquerque e o vigário Padre José Maria Aguiar, parece-me razoável inferir, com uma boa margem de segurança, que a citada conclamação, deu-se num final de semana, entre maio de 1965 e dezembro de 1966.

Um fato menor me credencia a fazer tal afirmação. Nesse período, eu estudava na cidade de Sobral e nos fins de semanas ia para Coreaú. Lembro-me desse evento, realizado no antigo campo de futebol localizado onde, atualmente, se encontram o Hospital e o Clube. Um expressivo número de pessoas compareceu ao local.

Como tantos outros movimentos em prol do desenvolvimento de Coreaú, infelizmente, esse também ficou para as Calendas Gregas.

Fortaleza, 18 de janeiro de 2013
Leonardo Pildas

HOSPITAL REGIONAL DE SOBRAL

É digna de elogio a construção de um hospital público de grande porte em Sobral, dada a notória precariedade do serviço de saúde da região; no entanto, com a notícia da festiva inauguração oficial do hospital, três ressalvas merecem ser feitas: 1) Inauguração, tecnicamente, é o marco inicial do funcionamento de uma obra. Nada obstante, o Hospital Regional Norte será inaugurado com a perspectiva de iniciar suas atividades somente daqui a três ou quatro meses, ou seja, não haverá propriamente inauguração, mas uma festa em derredor do hospital; 2) A festa será animada pela cantora Ivete Sangalo, cuja música carnavalesca não guarda qualquer pertinência com a sobriedade recomendada por um hospital. Além da vultosa quantia cobrada pelo show, soa, no mínimo, estranho uma multidão saltitante na inauguração de um hospital, palco do salvamento de muitas vidas, mas também do testemunho de muitas tragédias; 3) O hospital será batizado com o nome de José Euclides Ferreira Gomes Júnior, pai do Governador. Ora, a impessoalidade que deve nortear a Administração Pública não se afeiçoa com homenagens familiares ao agrado do governante de plantão. O advogado José Euclides Júnior foi prefeito de Sobral e já nomeia avenida, escola, a sede da Defensoria Pública do Estado etc. Não seria, portanto, a ocasião de homenagear a memória de algum médico que tenha dedicado sua vida à saúde da região?

Eliton Meneses, no Diário de Um Navegante

CARTA ABERTA À PREFEITA ÉRIKA CRISTINO Nº 02

Prezada Sra. Prefeita Érika Cristino,

Trago uma questão de interesse público, sobretudo da classe estudantil (tão desassistida) de Coreaú, e a senhora a esse respeito deve respostas não somente a mim, mas a todos os demais munícipes.

Sabe-se que a Educação é condição precípua para o desenvolvimento. Em nosso município, há um grande contingente de estudantes de nível superior e técnico, a maioria destes de origem pobre. Na próxima semana, iniciam-se as aulas do IFCE e ainda não se obteve resposta quanto à oferta de transporte público para deslocar os estudantes de tal instituição de Coreaú à Sobral, aliás, o que foi informado é que terão de “se virar” nesta primeira semana. A reunião com os representantes dos universitários tem sido colocada “para escanteio” na agenda dos afazeres do Paço Municipal, o que é frustrante tendo em vista se tratar do começo de um governo que se autoproclama de mudanças. Neste contexto, pergunto:

  • Qual a justificativa (se existe) para a não oferta do transporte aos estudantes que já estarão no começo das aulas nesta semana próxima?
  • Diz-se que a educação será prioridade de seu governo; por que essa prioridade não se torna nítida no que toca ao diálogo com os universitários?

Sem mais para o momento, até a próxima carta!

Atenciosamente,

Benedito Gomes Rodrigues

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA

A Lei n.º 11.343/2006, conhecida como Lei de Drogas, foi severa com o traficante, mas resolveu abolir, sabiamente, a pena de prisão para o mero usuário de drogas. As medidas aplicáveis aos usuários passaram a ser: I) advertência sobre os efeitos das drogas; II) prestação de serviços à comunidade e III) medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo (art. 28). Houve, portanto, uma "despenalização" do consumo, a partir da orientação de que o dependente químico é um doente e não um criminoso.

Com a epidemia de "crack" que assola o país e a impossibilidade de prisão do mero usuário, veio à tona a discussão sobre a internação compulsória para tratamento do dependente químico. Com a proliferação de áreas conhecidas como "cracolândias" nas grandes cidades do país, repletas de dependentes livres da pena de prisão, eis que o Estado de repente resolve despertar o interesse pelo dependente químico, precisamente para interná-lo compulsoriamente, promovendo uma higiene social flagrantemente atentatória das liberdades das pessoas humanas, via de regra, já vitimadas por um crônico desrespeito de direitos sociais básicos, como moradia, emprego, educação e saúde.

Interessante que, quando o dependente químico podia ser preso pelo uso de droga, sequer se cogitava na internação compulsória. A prisão "resolvia" o problema. Tirar o sujeito de circulação dava a impressão de que tudo andava nos conformes. Em verdade, o Estado não demonstrava preocupação com a dependência química do viciado. Largava-o simplesmente na cadeia e a família é que depois cuidasse de interná-lo, se houvesse família e se houve vaga nos estabelecimentos de internação.

Ademais, a experiência tem revelado que a internação compulsória é uma medida absolutamente ineficaz no enfrentamento da dependência química. O professor Dartiu Xavier da Silveira, coordenador do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp, relata, por exemplo, que 98% dos pacientes internados compulsoriamente sofrem recaídas pouco tempo depois do fim da internação.

A internação compulsória dos dependentes químicos – semelhante à política manicomial outrora adotada no país, marcada pela truculência, pelo autoritarismo e pela exclusão – tem o nítido propósito de acabar com as "cracolândias", de modo policialesco e simplista, nada tendo a ver, porém, com o enfrentamento sério do problema das drogas.

Eliton Meneses, no Diário de Um Navegante

FRONTE HORIZONTE

 

Fito o horizonte,
Do céu de outrora,
Qual gozo esconde
A tristeza, embora:
Seja pequeno só,
Somente cá;
Andei sem rumo,
E estou a andar
Demasiado;
Extasiado,
Com tantos destinos,
Caminhos que o sol
Facilmente me dá!

Por onde vou,
Por que devo ir?
Não seria melhor aqui?
Parado,
Inanimado,
Tão mais tranquilo...!

Ora a morte me espreita,
Espera a parada,
Bem à estrada,
Em frente ao portão.
Ora a morte me peita,
Diz que me quer
Ver bem com preguiça,
“Esquece e não faz!”.

Porque minha estrada,
A estrada sim,
É com a passada,
Dentro de mim,
Constrói, ergue pulsação!
Não vai ser no berço da inanição
Que fixarei o meu termo. 
Vou andando a ermo,
Ermo que obsequia
A minha utopia...
“Vai e não para!
Tua vida é andar!”

Enfrento o horizonte!
Não basta olhar!

(Pintura de Alexandre Fiuza)

COREAÚ: OPORTUNIDADE DE PROFISSIONALIZAÇÃO GRÁTIS

Prezados senhores,

Divulgação dos cursos profissionalizantes de Recepcionista e Auxiliar Administrativo que estão sendo oferecidos gratuitamente pela Secretaria de Assistência Social em Parceria pelo SENAC nos meses de janeiro a abril de 2013 e serão realizados no Centro de Referência de Assistência Social - CRAS Urbano, localizado à Av. Ant° Cristino de Menezes, s/n, Centro, Coreaú, onde já estão sendo recebidas as inscrições que ocorrerão nos dias 17, 18, 21 e 22/01/13. Vagas limitadas.  
Auxiliar Administrativo - 160h/a - Capacita o participante para executar as rotinas administrativas nos setores pessoal, estoque, compras, faturamento, cobrança, tesouraria e contabilidade.
Pré-requisitos: a partir de 16 anos e Ensino Fundamental em conclusão.
Período do curso: 28/01 a 10/04/2013: Horário: 07h30 as 11h30 Manhã.

Recepcionista - 160h/a - Capacita o participante para o desenvolvimento de habilidades, conhecimentos e técnicas de recepção, de excelência no atendimento ao cliente e noções de apoio administrativo e arquivo e protocolo.
Pré-requisitos: a partir de 16 anos e Ensino Fundamental em conclusão.
Período do curso: 28/01 a 10/04/2013: Horário: 13h30 as 17h30 Tarde.
INSCRIÇÕES:
Período das inscrições: 17, 18, 21 e 22/01/2013: Horário 8h às 12h, 13h às 17h e 18h às 22h.
Documentação Necessária: Cópias do RG, CPF, comprovante de residência e escolaridade (declaração da escola ou histórico escolar). No caso de menor de 18 anos comparecer acompanhado do responsável e com documentação (RG e CPF) deste.

Local de inscrição e realização: Centro de Referência de Assistência Social – CRAS. Localizado à Av. Antônio Cristino de Menezes, s/n. Bairro Centro.

Maiores informações no Centro de Referência de Assistência Social - CRAS Urbano, localizado à Av. Ant° Cristino de Menezes, s/n, Centro, Coreaú.

Nayana Rios - Assistente social CRAS Urbano
(no blogue Notícias de Coreaú)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

EM MEMÓRIA AO GRANDE PE. HAROLDO


"Pe. Haroldo foi uma das pessoas mais sinceras que atuaram na política cearense e movimentos sociais de nossas épocas de inicio de militância. Não se deixou manipular pela política pequena, que serve à benesse de grupos restritos de aristocratas da política do Ceará. O lamentável é que os exemplos do Pe Haroldo não vêm sendo copiados pela pessoas na atual modernidade, com crises econômica, ambiental e, sobretudo, de valores. Considero que as atitudes de solidariedade, tolerância e perseverança das atuais e futuras gerações é que vão viabilizar as possibilidades da nossa manutenção enquanto seres humanos."

(Benedito Lorenço, no Facebook de Expedito Torres)

ESTANTE PALMENSE

Com o fito de fomentar a pesquisa no meio estudantil de Coreaú, colocamos, hoje, com a honra devida, no leitoril da velha Palma, a produção literária de ANTÔNIO CARNEIRO PORTELA (Carneiro Portela), pesquisador, poeta, advogado, professor, contador, publicitário, radialista, apresentador de TV e músico. Este talentoso coreauense, filho de Francisco Carneiro Portela e de Tereza Bento Portela, nasceu a 15 de julho de 1950. Cursou o ginasial no então Ginásio Nossa Senhora da Piedade, orgulho cultural de Coreaú.

O nobre conterrâneo, até aqui, publicou as seguintes obras: Poemas de Minha Terra; Tempos de Versos (de parceria com Pádua Lima); Mistério Trindático (de parceria com Pádua Lima e Élder Ximenes, coreauense); Os Novos Poetas do Ceará, (Antologia Vol. I, II, III); “Nova Poesia Cearense” (antologia); Canto de Busca (1976); Poesia Cearense Hoje (Antologia); O Poeta e a Noite; Cantos da Manhã Distante; Canção do Medo (1979); Carneiro Portela (antologia poética); Antologia Poética - volume I (1980); Poesia Cabocla Vol. I; Máximas, Adágios e Legendas de Caminhão; Balada para os Fantasmas (poesia); Poesia de Agora (antologia); Ceará Caboclo (poesia matuta); e Antologia do Apelido. Os títulos sublinhados apontam a existência de um exemplar no acervo do Centro da Memória de Coreaú – Cemeco.

Pertence a diversas instituições profissionais, culturais e literárias: Associação dos Escritores Profissionais do Ceará, Associação Cearense de Imprensa - ACI, da qual é membro efetivo, Associação Cearense de Jornalistas do Interior – ACEJI, Clube dos Poetas Cearenses, do qual é membro fundador, e União Brasileira de Trovadores.

Carneiro Portela, por sua dedicação às letras e sua efetiva participação na mídia radiofônica e televisiva, tornou-se conhecido em todo o Ceará e além-fronteiras, sendo referência nesta seara. Segundo a Enciclopédia Nordeste, ele “é a voz da cultura cabocla, da essência da cultura nordestina”. Com seu reconhecido talento, tem divulgado o Ceará e Coreaú sua terra natal, merecendo o aplauso e o apreço de seus conterrâneos.

Fontes utilizadas para a elaboração desta singela homenagem ao ilustre coreauense: Livro “História de Coreaú (1702 – 2002)”, 2003, p.531; “Enciclopédia Nordeste”, Seção Biografias; (a foto também foi extraída da citada enciclopédia); disponível no endereço: http://www.enciclopedianordeste.com.br, acesso em 14/8/2011.

Fortaleza, 14 de janeiro de 2013
Leonardo Pildas

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

AO MEU MEDO...

Oh, meu medo!
Tu não podes,
Assim tão rápido,
Corroer a alma
E a coragem
Pra lutar.
Não me imponhas
Teu arremedo
De vida,
 Empedernida
No mau enredo
Do falso amar:
Ensimesmado,
Amarrado
Á arrogância...

1º MÓDULO - CURSO DE FORMAÇÃO DE JOVENS LIDERANÇAS

Oficina Juventude, Gênero e Sexualidade.
Noite Cultural, com Patrícia e Beto.
Presentes no dia de domingo, encerramento do 1º módulo.
Em breve, mais fotos e informações...

ASSEMBLEIA, ESTUDANTES DE COREAÚ


domingo, 13 de janeiro de 2013

MENINA DO MANGUE


Corre menina, na areia da praia,
Descalça, risonha, saltando os corais;
Co'o vento varrendo a tez bem corada,
As madeixas exalam fragrâncias florais.

Ao longe a jangada, exausta, chegando,
Depois do embate em cruéis temporais.
Alheia, a menina aperta o seu passo,
Na tarde vazia indo ao porto sem cais.

O mundo não espia o andar da menina,
Sequer se apieda dessa filha sem pais;
Que segue, faceira, seguindo a sua sina;
De cuja morada são frios manguezais.

Menina do mangue, sedenta de vida,
De brilho nos olhos, de alguns ideais;
Que a terra jamais lhe negue guarida;
Não hei de algum dia ouvir os seus ais!

Eliton Meneses, membro da APL

sábado, 12 de janeiro de 2013

CENTRO DE MEMÓRIA DE COREAÚ - CEMECO

AGENDA DE COMEMORAÇÕES DE EVENTOS HISTÓRICOS E SOCIAIS

O venturoso ano de 2013, conforme levantamento efetuado por nós, no acervo documental do Centro da Memória de Coreaú, oferece à sociedade coreauense algumas datas significativas.

EVENTOS HISTÓRICOS

30 de dezembro de 1943 – Setenta Anos da Mudança Toponímica
Nesta data, o Decreto nº 1.144, assinado pelo interventor Menezes Pimentel, determinava a mudança toponímica da velha Palma, que passou a se chamar “Coreaú”.

1963 – Cinquenta Anos da Inauguração da Igreja de São Francisco
No fluir de 1963, era inaugurada a Igreja de São Francisco pelo seu construtor o então pároco de Coreaú Padre Benedito Francisco de Albuquerque.

EVENTOS SOCIAIS

1. DATAS ESPECIAIS

A grandiosidade das datas abaixo nomeadas reflete o significado das decisões tomadas por esses dignos coreauenses. A primeira nos fala da opção de Dom Benedito Albuquerque em dedicar a sua vida ao serviço do Reino de Deus. A segunda nos mostra o compromisso assumido pelos conterrâneos Belchior Conrado e Maria de Jesus em constituir uma família, segundo os ditames da Boa Nova anunciada por Jesus Cristo, o Salvador.

Bodas de Diamante

08 de dezembro – Sessenta Anos de Ordenação Sacerdotal
Na Catedral de Sobral, no dia 08 de dezembro de 1953, era ordenado sacerdote o primeiro coreauense nascido na cidade de Coreaú, Padre Benedito Francisco de Albuquerque, que, mais tarde, foi elevado à dignidade episcopal. Atualmente, é Bispo Emérito da Diocese de Itapipoca-CE, à qual dirigiu por muitos anos.

Bodas de Ouro

14 de setembro – Cinquenta Anos de União Conjugal
O casal coreauense Belchior Conrado Neto e Maria de Jesus Moreira Conrado, residente em Fortaleza, na data em epigrafe, estará completando cinquenta anos de união conjugal. O casamento religioso foi realizado na Matriz de Nossa Senhora da Piedade, na cidade de Coreaú, no dia 14 de setembro de 1963, pelo Padre Benedito Francisco de Albuquerque, pároco de então.

2. DATAS NATALÍCIAS

Na refulgência dessas datas, tão significativas para Coreaú, realçamos nossos votos de parabéns e de plena felicidade a esses bravos palmenses, que continuam honrando a terra natal:

30 de outubro – Noventa Anos de Idade
Maria Pereira de Sales, Dona Mariti, viúva do senhor Tomás Lúcio, residente em Coreaú, nasceu na Vila da Palma a 30 de outubro de 1923.

06 de agosto – Oitenta Anos de idade
João Tardier de Aguiar, residente em Fortaleza, nasceu na Vila da Palma a 3 de  agosto de 1933.

16 de Janeiro – Setenta Anos de Idade
Maria Marluce França Queiroz, residente em Sobral, nasceu na Vila da Palma a 16 de janeiro de 1943.

22 de março – Setenta Anos de Idade
Anésio Fernandes Gomes, residente em Fortaleza, nasceu na cidade de Palma a 22 de março de 1943.

15 de setembro – Setenta Anos de Idade
Maria de Jesus Moreira Conrado, residente em Fortaleza, nasceu no Município de Palma a 15 de setembro de 1943.

12 de dezembro – Setenta Anos de Idade
José Galba de Menezes Gomes, Galba Gomes, residente em Fortaleza, nasceu na Vila da Palma a 12 de dezembro de 1943.



CENTENÁRIOS DE NASCIMENTO: 1913 – 2013

Eles concluíram a caminhada terrena e vivem a eternidade prometida, mas deixaram seus nomes e seus feitos insculpidos nos anais da velha Palma. Daí a importância dessas datas.
Com espírito de reconhecimento por tudo que fizeram pela velha Palma, fazemos o registro, in memoriam, desses centenários. Na oportunidade, expressamos nossas homenagens a esses valorosos coreauenses:

14 de janeiro – HILÁRIO MACHADO PESSOA, nascido no município de Palma a 14 de janeiro de 1913 e falecido no dia 15 de maio de 2004.

10 de julho – LAÍRE FONTENELE DE AGUIAR, nascida na Vila da Palma a 10 de julho de 1913 e falecida no dia 19 de junho de 1992.

19 de julho – RAIMUNDO UBIRAJARA ANGELIM, nascido na Vila da Palma a 19 de julho de 1913 e falecido no dia 27 de junho de 1995.

05 de agosto – FRANCISCO DAS CHAGAS MOREIRA, nascido na Vila da Palma a 17 de agosto de 1913 e falecido no dia 2 de dezembro de 1997.

17 de Setembro – ADAUTO CARNEIRO DE FRANÇA, CARNEIRINHO, nascido na cidade de Crateús a 17 de setembro de 1913, porém registrado na Palma, filho de pais coreauenses. Faleceu no dia 3 de maio de 2003.

07 de outubro – AMÉRICO CARAVALHO DE ALBUQUERQUE, nascido na Vila da Palma a 07 de outubro de 1913 e falecido no dia 17 de maio de 1989.

10 de dezembro – ANTÔNIO MELQUÍADES FERNANDES MOREIRA, nascido a 10 de dezembro de 1913, na então povoação de Pedrinhas, pertencente, à época, ao município de Palma, e falecido no dia 12 de novembro de 2009.

18 de dezembro – EUCLIDES PINTO DA FROTA, nascido na Vila da Palma a 18 de dezembro de 1913 e falecido em 31 de dezembro de 2004.

Sobral, 1º de janeiro de 2013
Leonardo Pildas

QUE O SUOR ESCORRA...

Se o suor da militância arde ao cair na vista, não me atenho às dores do sal, pois a minha vitória consiste na disputa para tal fim: de paz e justiça, de bem estar comunal. Seguir, sempre seguir, avante na caminhada!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

REFORMA POLÍTICA

"A política brasileira, infelizmente, ainda é compensatória, ou seja, tem-se a prática do 'toma lá da cá'... No Brasil, já temos tido alguns avanços, no entanto, no que tange à questão política, especificamente, o que vemos é a predominância da antiga prática há muito arraigada.

Uma Reforma Política tem que ser prioridade urgente! Alguns pontos já estão sendo discutidos... Três deles são: 1) o financiamento das campanhas eleitorais; 2) a unificação dos pleitos eleitorais; e 3) o fim das coligações.

O financiamento das campanhas eleitorais com recursos públicos deixa os partidos em pé de igualdade, com o fim – teórico - de campanhas milionárias. A unificação dos pleitos eleitorais, onde teríamos de uma só vez a eleição para vereador, prefeito, governador, deputado estadual e federal e presidente reduziria drasticamente o seu custo. E, por fim, sem desmerecer os dois pontos citados anteriormente, chegamos ao terceiro: o fim das coligações. Vejo este ponto como um grande avanço e de fundamental importância. Já que, somente assim, estaríamos restringindo os 'acordos de gaveta' existentes durante as campanhas eleitorais. Um desses acordos é o loteamento de cargos públicos, onde, diversas vezes, os indicados não têm competência e conhecimento da pasta assumida. Neste pleito que se iniciou, esta prática já vem sendo disseminada de forma veemente. Daí, concluímos: NADA DE NOVO NO FRONTE DA BATALHA!"

(Carlos Teles)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

SOBRE O TRÁGICO ACIDENTE COM VÍTIMAS COREAUENSES

“A tragédia ocorrida na madrugada do dia 05 de janeiro de 2013, no Município de Monsenhor Gil, Estado do Piauí, com vitimas fatais de pessoas de Coreaú e dos municípios de Alcântaras e Moraújo, no Ceará, é chocante, carregada de comovente tristeza.

Quero, neste ensejo, expressar os meus sentimentos de pesar às famílias pela grande perda de seus entes queridos. Nas comunidades locais, os moradores estão de luto pela perda de seus amigos, vizinhos, pessoas jovens que tinham uma vida ativa e de trabalho pela frente.

O acidente que provocou essa tragédia deve servir para profundas reflexões, sobre os vários fatores e causas, e não apenas analisar como um problema de trânsito, mecânico, do uso indevido do veículo como: falha mecânica, alta velocidade, ângulo da curva etc. O carro foi pensado, inventado, para prestar um serviço útil ao homem, mas, quando dirigido com irresponsabilidade, torna-se uma ‘máquina para matar’.

O que merece reflexão são os vários pressupostos ocasionados na viagem que provocou a tragédia, do qual citamos alguns elementos:

  • O uso da Van para transporte de passageiros para longa distância sem autorização do órgão de trânsito, com isso, não havendo controle da Polícia Rodoviária em nenhum dos pontos do trajeto entre o Ceará e o Piauí;
  • A empresa que importa a mão de obra foi negligente, pois não agiu com precaução para evitar que ocorresse tal tragédia, já que importa mão de obra do Ceará com frequência e não determina regras para o seu trajeto.

A tragédia teria sido evitada se as pessoas tivessem viajado de ônibus de linha e houvesse precauções e cuidados com vida e exposição ao risco.
Tal acidente tem uma causa, que precisa ser analisada para não achar que se trata apenas de um acidente de trânsito qualquer. É comum a migração de jovens, um resultado das más condições sociais, pobreza que vive a população dos municípios da Zona Norte do Ceará, onde a juventude, a população econômica ativa, enfrenta o desemprego, a baixa escolaridade e, com isso, migra para as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil à procura de trabalho/emprego, como forma de manter a vida, o sustento de suas famílias. Enfrentam condições de trabalho, que não sabemos como acontece, no entanto, a imprensa nacional uma vez por outra noticia as relações de escravo que ocorrem pelo Brasil afora.

É preciso fazer uma relação do acidente, da tragédia, com a situação social que vive nossa população, enfrentando desafios, inclusive a perda da vida na busca de trabalho, de oportunidade de geração de renda, pois a região não dispõe de trabalho e alternativa de renda para a juventude.

O Ceará tem seu desenvolvimento e crescimento econômico pensado e estruturado com concentração de renda e oportunidade de emprego e trabalho na Capital e Região Metropolitana e no litoral. Os municípios da região Norte estão localizados no sertão, no nicho territorial ausente das oportunidades de trabalho, emprego e ainda enfrenta a seca que inviabiliza a agropecuária. A exceção na região é Sobral, que conta com a Grendene empregando um grande publico da região, mas não emprega todos.

Nosso alerta é para que as organizações sociais e o Poder Público Municipal possam discutir estratégias de desenvolvimento local que envolva a população economicamente ativa com trabalho e geração de renda, para que tenhamos uma redução da migração e a exposição de nosso povo à situação de tragédia. Entende-se com isso que o município precisa ser pensado como viável e com a geração de oportunidade. Cabe ao município a busca de uma política pública que enfrente esse grave problema.”

(Benedito Francisco Moreira Lourenço, coreauense, licenciado em Filosofia e presidente da Fundação CIS)

COREAÚ, NOVA GESTÃO, PERSISTENTES VELHAS PRÁTICAS

Se, por um lado, um irmão da prefeita foi nomeado secretário de Infraestrutura, vou ao dicionário e acho a seguinte verbete:
NEPOTISMO: s.m. Prática de dar importantes cargos políticos ou funções de relevo nos negócios aos membros da própria família. [...]
Por outro, ao ver a “nova” Secretaria de Agricultura, vou à minha memória e revejo um bocado de gestões passadas com a mesma secretária lá, por indicação do seu irmão vereador, que é, por sinal, quem mais se beneficia com o cargo politicamente. Cá pra nós, se tem uma secretaria com potencial de render votos, trata-se da de Agricultura (ou não?), que deveria ser prioridade, pois se refere à lida com as centenas de famílias de agricultores desassistidos e até mesmo desesperançados espalhados por este velho torrão.

Mas dizem os "entendidos de gestão" por aí que secretário é o "reles servo do Prefeito", que manda e cobra rendimento; caso não rendam, fora! Questiono até onde isso é verossímil pra esse mero cidadão irrequieto que vos fala. Boa sorte a eles e tomara que consigam ir além das minhas expectativas, pelo bem da Palma!

Câmbio, Capitão! Nada de tão novo assim no fronte! Se bem que poderia ser pior...!

domingo, 6 de janeiro de 2013

CAATINGA ANTE O INVERNO

Ó Caatinga! Tu, ao forasteiro, parece morta, neste teu cabreiro hibernar. Mas, ao abrir da comporta do céu por São Pedro, já começas a mudar... De ponta a ponta, uma relva tênue se espraia, em cada pedaço de chão que há... semente, berço de vida insistente, que começa a brotar. E é em torrente a exuberância das campinas, dos bosques, matas fechadas e finas, e a fragrância suave,... se vão de repente tomando de conta do cenário, chave que abre o sorriso do singelo sertanejo, que em lampejo já começa à plantar; dura labuta, esperança fincada, fartura há de dar.

FRIEZA, CALMARIA,...

Se o sol perpassa a fresta das telhas caboclas e toca-me, suavemente, bem à testa, nesta manhã de domingo, levanto-me, preguiçoso, arrastando-me neste gozo matutino de estar perto de minha amada, sentir a doce quentura que ela tem, em contraste à frieza, presente da natureza, do orvalho que caíra. E, ao quintal, bem de fundo, um rouxinol rodado de meio mundo, enfeita o pé de acerola, pula, voa, cantarola,... animando o privilegiado expectador... Difusa atenção... De antemão, largo-me com pouca destreza, e vou curtindo a calmaria, que compõe o começo desse dia. Nada mais, ... não precisa!

(Com a colaboração editorial de João Teles)

sábado, 5 de janeiro de 2013

ABRAM A SEPULTURA, "PREFEITOS"!

Entra e sai de gente nas repartições públicas municipais de Coreaú... A partir do estado de depredação em que se encontram, dá pra se ter ideia do quanto a casa foi largada às moscas. De presente pra nova gestão, um abacaxi podre pra descascar o mais rápido possível. O atrasado dos funcionários é só a pontinha do iceberg; há de se ressaltar o câncer que são as causas trabalhistas perdidas da Prefeitura, dívida-herança das gestões passadas, empurradas com a barriga há tempos (e que só fizeram crescer); ainda, a máquina pública inchada de funcionários, estruturas físicas em péssimo estado de conservação, algumas precisando, inclusive, de interdição e reforma urgente. E isso é só o que um observador externo pode notar; desconfio que quem esteja lidando diretamente com a questão descubra muito mais! E o que descobrir deve ser detalhado... O que por aí, de público, não foi misturado com o privado?

Há de se ressaltar o seguinte: o que está em jogo é o patrimônio público, e isso implica no direito do povo saber claramente como está a situação. Ademais, a nova gestão deve expor como encontrou a Prefeitura, até pra não “pagar” pela dívida de outrem, além de zelar pela justiça, indo atrás dos culpados pelos malfeitos administrativos.

“Prefeitos”, abram a sepultura e mostrem o cadáver! O povo precisa saber o que há de podre por aí! Senão, a catinga passa pra vocês...!

SURGIMENTO DE UM POLÍTICO

"O surgimento de um astro celestial é resultado da transformação de milhões de anos que culminaram em uma explosão cósmica. Como já perceberam, gosto sempre de fazer uma comparação para chegar ao meu objetivo. O surgimento de alguns políticos brasileiros chega a ser hilariante. Como exemplos temos o Tiririca, o Romário dentre outros mais. Daqui a dois anos teremos mais um momento político. Iniciar-se-á mais uma ‘peça teatral’.

Hoje os partidos brasileiros, por não terem pessoas com notoriedade exemplar na própria política, buscam pessoas públicas de outras atividades. Basta que sejam pessoas com visibilidade nacional. Senão vejamos: o PSDB está ‘de olho’ no apresentador Global Luciano Huck para lançá-lo como candidato à Governador... Já o PT está namorando o ator Global Marcos Frota para o próximo pleito à Câmara Federal. Tudo isso é só o começo! Imagine quando estivermos mais próximos do início do período eleitoral! Os partidos brasileiros, para sobreviverem, buscam estes artifícios para manter ‘cheio’ o seu quadro de políticos. Ao invés dessas manobras, por que não buscam pessoas da própria população que tenham perfil de espírito público?

Também não culpo somente os partidos... A população tem a sua parcela de culpa, pois deveria saber separar o joio do trigo! Na nossa terra (Coreaú), existem jovens que já poderiam estar brilhando no cenário político... Quando isso acontecer, aí sim, teremos uma renovação na ‘maneira de fazer política’. Certa vez, eu participava de uma reunião em uma comunidade palmense e o assunto abordado era ‘a transformação dos atos políticos coreauenses’. Um dos participantes pediu a palavra e fez uma indagação. E agora faço minha as suas palavras: A população de Coreaú quer mesmo essa mudança ou prefere ficar como está? "

(Carlos Teles)

PREFEITURA MUNICIPAL DE COREAÚ MOBILIZA CAMPANHA DE LIMPEZA URBANA E PREVENÇÃO À DENGUE, COLABORE!

Chico Antônio e outros membros da equipe da nova gestão municipal, na Rádio Comunitária Princesa do Vale, anunciam uma grande mobilização em prol da limpeza urbana e prevenção à dengue em Coreaú. O pontapé inicial será segunda-feira, a partir das 8h00 da manhã, no Coreaú Social Clube. Há a ainda a contribuição em massa de cidadãos coreauenses e estabelecimentos comerciais na arrecadação de material de limpeza e alimentação dos voluntários. Foi também anunciado o interesse da Prefeitura de incentivar a criação duma associação (ou cooperativa) de catadores para o município.

Mobilize-se e colabore também! Meus parabéns à equipe de gestão pela iniciativa!

COREAÚ, POR QUE NÃO SE SABE APROVEITAR AS CRÍTICAS?

Desde o Ensino Básico, ensinam duas modalidades de crítica: uma destrutiva e outra, logicamente, construtiva – há ainda as inertes. De lá pra cá, tenho tentado usar mais das construtivas, sobretudo em assuntos públicos.

Ao se falar na nova gestão, que nem se implantou direito e, certamente, ainda demorará um bom bocado pra tal (haja vista à “herança maldita”) as críticas construtivas, diga-se até mesmo “preventivas”, são úteis; não é ser da turma do contra, é mostrar mais algo como “estamos de olho!”. Não se tem muito o costume de se ouvir as críticas – e nessas cidades pequenas, de cultura de fofoca em esquina e todo mundo se incomodando com a vida de todo mundo, parece ser mais acentuado o despreparo pra lidar com elas.

Ora, se ainda resta dúvida a alguém acerca da intenção da 1ª carta aberta à Prefeita, e das subsequentes (por vir), explicito mais claramente: não é colocar a carroça na frente dos burros e nem o carro na frente dos bois; veja bem, são perguntas-propostas, ou lembretes, e digo que a resposta definitiva virá daqui a quatros anos! Já tão cedo há quem não aguente engolir a contribuição de um cidadão, o delineamento de algumas expectativas a quem se diz “da mudança”?

Estamos de olho, sugerindo e exercendo o direito de apresentar opiniões, obviamente sem, contudo, baixar o nível da discussão. Quanto ao comentário do amigo professor Romildo, o qual estimo muito, por mais que não tenha apreciado o “bixim”, o respondo: é uma crítica e uma sugestão ao mesmo tempo (reservado o inteiro respeito e consideração), e muito grato pela resposta.

O CÉU CHORA E O NORDESTINO AGRADECE

"Aquele vento forte juntamente com as nuvens negras está a anunciar. Que o caboclo coreauense deve rapidamente se abrigar.

As lágrimas começam a cair, podem ser fortes ou fracas, depende muito do sentimento que a natureza naquele momento está a sentir.

Chora, chora! Chora sem parar, diz o nordestino sem dó nem piedade da natureza 'infeliz'.

Ao tocar a água que cai da telhado, o agricultor começa a imaginar, quando, como e que semente futuramente irá plantar.

Ao cessar o choro o caboclo fica ao céu a olhar, e os pássaros agradecidos por aquele tão esperado momento começam alegremente a cantar."

(Hélio Costa, no Araquém News)

Deste blogue:
Creio firmemente que tal poesia tem inspiração numa aqui ensejada: Ao Céu!

CONVOCAÇÃO DOS ALUNOS PARA AULA INAUGURAL DO CURSO BÁSICO DE INFORMÁTICA DO SISTEMA OPERACIONAL LINUX

A Associação para Educação e o Desenvolvimento Integrado (AEDI), a Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social do Governo do Estado (STDS) e a Escola Ruth Cristino, convocam os alunos selecionados para a aula inaugural do “Curso Básico de Informática do Sistema Operacional Linux”, do Programa social da STDS, "Criando Oportunidades", que se dará no dia 07 de janeiro do no corrente, às 8h, na Escola Ruth Cristino.

Abaixo os alunos do distrito de Araquém – Coreaú, selecionados para o referido curso, conforme já publicado nesse blog;

1. Andreia Cardoso de Souza
2. Andreza Silva Menezes
3. Antonia Aguiar de Souza
4. Antonia Araujo da Silva
5. Antonia Gomes do Nascimento
6.Antonia Mileny de Sousa
7.Antonia Sousa Silva
8. Antonio Danilo Silva Alves
9. Antonio Moreira de Albuquerque
10. Daniel do Nascimento Martins
11. Daniel Marcos do Santo
12. Francisco Antonio Alves Paulino
13.Francisco Eliel Batista Madeiro
14. Francisco Tomás Cardoso de Souza
15. Jairla Menezes de Aragão
16. Jerdiane Nascimento de Souza
17. João Paulo Lima de Albuquerque
18. José Candido Ferreira
19. José Sousa Bezerra
20. Joviano Ferreira Lima
21. Juliana de Lima Zacarias
22. Lidiane Pereira Nascimento
23. Lucas Paulo Albuquerque
24. Luciano Sousa da Silva
25. Maria das Dores Silva do Nascimento
26. Maria do Socorro Silva de Oliveira
27. Maria Jociele Nascimento Oliveira
28. Maria Marcélia Teles Machado
29. Maria Sousa Ferreira
30. Miquele Teles de Lima
31. Rosiane Canuto Rodrigues
32. Renata Araújo da Costa
33. Rita Farias da Silva
34. Sabino Albuquerque Portela
35. Tadeu Gomes da Silva
36. Elizeu Gomes Martins
37. Rosângela Aguiar de Sousa Nascimento
38. Antonio Nathanael Sobrinho de Souza
39. Antonia Sousa Cardoso
40. Angela Maria de Lima

Solicitamos a presença de todos e todas!

Gleiciane Albuquerque
Presidente da AEDI

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

COREAÚ, NOVA ADMINISTRAÇÃO, NOVOS DESAFIOS

"A maioria dos prefeitos eleitos em 2012, que assumiram o mandato em 1.º de janeiro do corrente ano, encontrarão diversos problemas pela frente, entre os quais, os caixas vazios, pagamento do funcionalismo atrasado, como ainda inúmeras dívidas das mais variadas ordens herdadas de seus antecessores.

Em Coreaú, pelo que inicialmente se constata, não tem sido diferente, pois em entrevista concedida à única emissora de rádio local, o Dr. Marden Fontenele, Procurador Jurídico municipal recém-nomeado, afirmou que para atualizar o pagamento dos funcionários serão necessários R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais) e que a Prefeita Érika Cristino irá começar a administração da “estaca zero”.

Somente com muito trabalho, ao longo desses próximos quatro anos, Coreaú poderá sair desse marasmo, todavia, os dois anos iniciais servirão pura e simplesmente para arrumar a casa e se fazer uma verdadeira faxina. Isso significa dizer que aqueles que pugnaram pela mudança, deverão gozar de paciência e, sem impertinência, compreender o quadro caótico que se estabeleceu em Coreaú, de modo que, ao invés de fazerem críticas cediças, colaborem efetivamente para o restabelecimento da máquina administrativa.

Sobre a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Coreaú, realizada também em 1.º de janeiro, cujo resultado foi satisfatório para a Prefeita Érika Cristino, com o esmagador placar de 8x1, há de se ressaltar que foi uma vitória em cima dos adversários políticos que se mantiveram no poder no quadriênio passado. Ou seja, as dificuldades a serem enfrentadas doravante pela nova administração pública municipal não poderiam ser somadas a possibilidades de empecilhos, de procedimentos obstaculizadores que, logicamente, seriam criados por uma 'outra Câmara'.

Portanto, a situação não é muito animadora, entretanto, paciência, paciência e muito trabalho pela frente, que tudo voltará ao normal. Assim esperamos e desejamos.

Coreaú-CE, 04 de janeiro de 2013."

(Fernando Machado Albuquerque, professor)

Deste blogue:
Ora, fico com uma coisinha atrás da orelha: "sem impertinência" pode soar como "caladinho", esperando santificadamente. Não vejo assim, de jeito maneira, cidadão tem mais é que cobrar (sobretudo de quem tanto promete), obviamente que também oferecendo soluções e dando exemplo. Quanto à Câmara, o ex-prefeito dançou e pisoteou e houve tão somente uma caricatura de Oposição; com a prefeita atual qual é e será a diferença mesmo?!

BLOGUES COREAUENSES E A NOVA GESTÃO

As mesmas tribunas que tanto veicularam denúncias à Gestão (agora sim) passada, cumprindo uma função social relevante, estarão abertas às críticas e opiniões divergentes à Situação ou serão reles veículos porta-vozes do Paço Municipal? Em caso da primeira, grande desserviço, com todo respeito!

O QUE É VIVER?

"Hoje a humanidade avança mais um passo na sua existência. Nesse dia comemorativo onde as pessoas ‘enchem a pança’ de comidas e bebidas e pintam o céu escuro de fogos coloridos... Tudo isso para alegrar o fim de um ano e depositar nas explosões dos fogos esperanças de um próximo ano novo de muitas realizações. Pergunta: O que estamos fazendo para a concretização deste sonho? Conforme Chico Xavier dizia, a ‘Vida é construída de Sonhos’. Hoje já tenho um bom tempo percorrido na estada da vida e sonhos não me faltam... A grande questão é como concretizá-los. Muitas vezes, somente a nossa vontade não é o suficiente para potencializar a realização dos nossos sonhos. Às vezes o espaço no nosso pomar é insuficiente para plantar todas as frutas que gostaríamos de ter na nossa mesa.

A baiana Dona Canô, dizia que para VIVER BEM precisamos nos conformar com os recursos que a vida oferta. A vida é uma eterna luta do SER e do TER. Somente o Ter nos empobrece como seres humanos; e o Ser sem sabermos qual o nosso papel dentro da sociedade não nos qualifica. Mas o que é Viver mesmo? Bem, não tenho a resposta para essa indagação, pois o conhecimento é infinito. E continuo com sede de obtê-lo cada vez mais. Sem, no entanto, querer ter resposta pra tudo. Jamais teremos resposta para tudo. Mas continuo tentando."

(Carlos Teles)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

COMENTÁRIO DE XAXANDRE PINTO À POESIA "AO CÉU!"

"Você foi muito feliz nestes versos. Eles falam da mais verdadeira realidade dos que dependem diretamente do inverno para sobreviver. Estes esperam por mais de seis meses a bênção que literalmente cai do céu.

Quando isso acontece, a casa do homem do campo se enche de alegria e vai embora a tristeza da cinzenta seca. Eles se alegram por lotarem suas dispensas de mantimentos que muitas vezes duram todo o ano. Ficam maravilhados com os gostos e aromas que o inverno os dá. O da canjica, o milho verde, as maxixadas, o feijão verde cheio de nata. Que água na boca que me dá só em lembrar que tudo isso vai nascer da flor da terra.

O homem do campo se alegra pelo gado magrinho que vai saciar sua fome e sua sede nas farturas de ramas e forragens que virão com o maravilhoso inverno.

Pena que nós "os homens humanos" não sabemos agradecer na mesma moeda o que recebemos. A mãe natureza nos oferece e nós tomamos dela. Em vez de cuidarmos dela para recebermos no outro ano, nós a queimamos. Matamos a flor da terra, inutilizamos as águas poluindo-as. Quando será que aprenderemos se é que aprenderemos?"

(Xaxandre Pinto)

Do blogue:
Muito grato pelo comentário, camarada! Ou aprendemos ou o fim não custará.

AO CÉU!

Chora céu, que tuas lágrimas animam a terra seca, refazem a vida e a coragem, trazem o verde à ramagem, benfazeja esperança de colheita.

Chora céu, quero de volta o calmo frescor do sereno na redondeza da cabana em que moro, louvo-te e adoro toda tua beleza.

Chora céu, pra amanhã poder ver às campinas o reluzir revivido das flores, repletas de cores, colibris e sabiás a cantar a vida.

Chora céu, tu és imponente, grande e evidente mistério; estamos à tua mercê, ajuda-nos mesmo sem merecer!

SUGESTÃO DE UM PALMENSE À APL

"Fico feliz em saber que a criação da Academia Palmense de Letras está encorpada. Gostaria de lhes sugerir discussão para que o grande cearense, Tomé Cabral Santos, também seja patrono de alguma cadeira. Ele passou 51 anos colecionando e estudando cordel para assim publicar, em 1972, o DICIONÁRIO DE TERMOS E EXPRESSÕES POPULARES, um gigante de mais de 800 páginas editado pela UFC. Sou coreauense da Cabaceira e participo de academias de letras no Piauí, onde resido. Tenho um exemplar com a biografia de Tomé Cabral e o dicionário da lavra dele.

O Dicionário de Termos e Expressões Populares, de Tomé Cabral Santos, foi apontado em 1974 pelo crítico literário sobralense Paulo Ximenes Aragão, como o livro cearense do século.

Nessa página tem mais sobre ele: http://blog.clickgratis.com.br/bocadoinferno/449509/Tom%E9+Cabral+Santos%3A+Um+Cearense+que+fez+e+fez+bem+feit%E3o..html"

(Moacir Ximenes)

OS BEBEDORES D'ÁGUA DE CACIMBA DO DISTRITO DE ARAQUÉM

"Todos os dias, de manhã ou à tardinha, D. Maria, de 71 anos, percorre cerca de 500 metros em busca d'água para matar sua sede. Na sua casa, há pessoas mais aptas a buscar água, mas ela faz questão de pegar sua vasilha e buscar ela mesma. Há água encanada em sua casa, mas, para a mulher, não é melhor que a água de cacimba. D. Maria já interiorizou que se beber água que não seja de cacimba fica doente e, por isso, não quer ver outra diferente a sua frente, só se for para utilizar nos afazeres domésticos.

A exemplo de D. Maria, existem centenas de araquenhenses que são apaixonados pelo fruto da cacimba. Estes, todos os dias, vão ao açude do centro de Araquém, o principal local onde são feitas as cacimbas, à procura de água, que para eles é de excelente qualidade. Na busca por essa joia preciosa, uns utilizam bicicleta, outros carrinho de mão e há aqueles que carregam a água na própria cabeça ou no braço. Aqui em nosso distrito já é tradição beber água de cacimba.

No inverno, tudo fica mais fácil, pois as cacimbas ficam mais perto das casas das pessoas (seja utilizando-as no açude aqui informado ou nas grotas) e também mais rasas, mas quando o verão chega as dificuldades começam a surgir, vejamos algumas: o açude começa a secar; o chão fica mais duro de ser perfurado; as cacimbas precisam ser mais profundas; não é todo local que se obtém uma água de boa qualidade. Devido a esses problemas, muitos procuram outros locais para fazerem cacimbas (como no Rio do Seu Chicó, por exemplo, que fica há alguns quilômetros fora de Araquém), outros continuam a insistir no mesmo local.

Contudo, existe algo interessante e importante que percebi ao conhecer a história dos bebedores de água de cacimba em Araquém, que é o respeito que cada morador tem um pelo outro. Ao pesquisar, nenhum relato foi me repassado de algum morador ter destruído uma cacimba, por mais que tenha seus motivos. Além disso, a cacimba que é construída por um pode ser usada por todos."

(Hélio Costa, do Araquém News)

DÚVIDA FERRENHA!


"Pronto! Temos a resposta. No discurso de posse da prefeita eleita de Coreaú, conforme dito no Blog RM no Foco, o município terá dois prefeitos. Então a nossa indagação anteriormente levantada, foi por ora foi respondida. Irão governar Maria e José! Agora é que estou em dúvida mesmo... Será que serão os dois mesmo?"

(Carlos Teles)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

QUANTO À CARTA PREFEITA DE COREAÚ

O esporte, assim como demais assuntos pertinentes, omissos na 1ª carta à prefeita, serão tratado numa segunda correspondência, em adendo à primeira.

PERJÚRIO E BLASFÊMIA

"Acabo de assistir à secção de posse dos vereadores de Coreaú, através do Blog RM no Foco. A ética e a moral não são atributos de muitos. Todos os eleitos juraram em nome de Deus respeitar as leis que existem, como também trabalhar em defesa dos mais necessitados de Coreaú. Podemos dizer que foi um juramento de perjúrio e blasfêmia à pessoa divina!"

(Carlos Teles)

CARTA ABERTA À PREFEITA ÉRIKA CRISTINO Nº 01

Prezada Sra. Prefeita Érika Cristino,
Dado o início de seu mandato, enquanto cidadão, uso o direito de levantar questionamentos do interesse público de nosso município, que considero relevantes, por área.

Meio Ambiente
  • Os resíduos sólidos de Coreaú continuarão sendo destinados (quando coletados), de forma imprudente e inadequada, a um lixão, provocando a contaminação do solo, da água e do ar? 
  • A transição agroecológica será prioridade para a Secretaria de Agricultura ou continuará a complacência com as técnicas arcaicas hoje predominantes, que produzem menos e depredam mais? 
  • Teremos um programa de reciclagem em nossa cidade, que estabeleça canal de integração entre catadores e processamento do material, reciclando, no mínimo, o que é produzido nas instâncias públicas e gerando, consequentemente, emprego e qualidade de vida para os catadores?
  • O que será feito no que toca à preservação de nossas áreas de proteção ambiental, como os serrotes, beira-rio e margens de açudes, hoje depredados, desrespeitados?
  • Haverá algum esforço para arborização das zonas urbanas, sobretudo nas partes públicas, de preferência com espécies nativas, e garantindo a poda adequada (com acompanhamento técnico), aplicando-se a poda drástica somente quando estritamente necessária?
  • A comercialização de agrotóxicos continuará se dando sem o devido receituário técnico, ferindo a população (ignorante dos riscos) com a aplicação de veneno, sem equipamento de proteção individual?
  • Nossas áreas verdes serão revitalizadas? A regação das mesmas se dará de forma adequada ou continuarão desperdiçando água e agredindo as plantas, fazendo-a com sol a pino?
  • A urbanização continuará se dando sem lei, invadindo a área de proteção ambiental do rio e açudes, e ainda representando risco aos moradores?
Educação
  • A seleção dos diretores e demais cargos de gerência das escolas se dará por critérios politiqueiros ou técnicos? Eleição para diretor, quando teremos?
  • Os universitários de Coreaú terão transporte de qualidade que comporte, efetivamente, a demanda?
  • A Prefeitura interferirá ante a ameaça de fechamento da Escola Flora Teles?
  • A educação musical, artística, será prioridade na estratégia de Educação nas escolas?
  • Haverá um canal constante de diálogo entre Gestão da Educação e o sindicato da classe?
  • A leitura será prioridade no ensino, disseminando o acesso aos livros e dinamizando a relação com a Biblioteca Municipal, além de mais novas bibliotecas nos distritos?
  • As escolas e demais estruturas públicas serão acessíveis? 
Saúde
  • A Gestão efetuará um plano de prevenção às drogas, com parceria entre Conselho Tutelar, Secretaria de Saúde, Secretaria de Educação e Sociedade Civil?
  • Haverá a informatização do sistema de saúde?
  • Os critérios para seleção dos profissionais e gestores da saúde serão transparentes, priorizando a idoneidade? 
  • Teremos uma saúde humanizada e com estrutura digna?
  • Haverá alguma iniciativa para promover a prevenção de acidentes de trabalho, orientando a utilização de equipamentos de proteção?
  • O Saneamento Básico será, efetivamente, ampliado?
  • Será fiscalizada a higiene dos estabelecimentos comerciais?
  • Controle de zoonoses com conscientização da população acerca de assuntos afins será uma realidade?
Gestão
  • A população de Coreaú terá direito a uma Ouvidoria para fazer suas reclamações e receber informações referentes ao Poder Público?
  • Orçamento Participativo sairá do sonho para a prática?
  • Os Conselhos Municipais serão fortalecidos?
  • A Prefeitura atuará cobrando defensor público para os coreauenses?
  • O Conselho Tutelar será apoiado, logisticamente e em termos de formação, pela Gestão?
Assistência Social
  • Coreaú terá um Restaurante Popular, como consta no Plano de Governo, abastecido (nem que seja parcialmente) com produtos da Agricultura Familiar?
  • ProJovem e PETI farão mesmo aquilo que se propõem: formar jovens e crianças para cidadania, cultura e profissionalização? 
  • Haverão campanhas de conscientização sobre DSTs, drogas, violência doméstica, bullying, etc.?
Cultura
  • Os artistas do município serão valorizados?
  • As tradições culturais serão abordadas em festivais e demais espaços promovidos pelo Poder Público ou Cultura para a Gestão será shows de bandas grandes de fora?
  • Nosso patrimônio histórico-arquitetônico será restaurado, preservado?
  • Coreaú terá, ainda, um Museu e/ou Casa da Cultura?
Trabalho
  • A Feira Pública será tida como um patrimônio, garantindo a valorização das pessoas que lá trabalham e a estrutura digna a elas?
  • A Agricultura Familiar terá direito a efetiva assistência técnica, bem como ações de incentivo e formação para o beneficiamento, por exemplo, na produção de doces, conservas, artesanato, poupas, mel?
  • Nossas áreas com potencial turístico serão aproveitadas?
  • As áreas com potencial para aproveitamento agrícola irrigado serão trabalhadas, levando em conta a aptidão, por exemplo, para frutas, pela Agricultura Familiar?
  • Haverá uma atenção à capacitação profissional dos trabalhadores e acompanhamento aos micro e pequenos empreendedores?
Estes são alguns pontos que, se pautados na ação da Prefeitura, farão da administração, de fato, um agente de mudança em nosso município. Há de se reconhecer o estado de abandono em que as coisas se encontram hoje, e que não é da noite para o dia que se transforma tudo, mas o primeiro passo, e fundamental, é ter vontade política. 

Meus votos de uma administração de sucesso, e o aviso de que haverá (bem mais que um) quem cobre, proponha e esteja disposto a ajudar na construção de um Coreaú melhor, de todos e para todos! Daqui a quatro anos, veremos se as respostas terão sido dadas. 

Até a próxima carta!

Atenciosamente,

Benedito Gomes Rodrigues, 
Cidadão coreauense e coordenador da Rede de Juventude para Cidadania (RJC)

ASSOCIAÇÃO DOS UNIVERSITÁRIOS DE COREAÚ, ESTUDANTES JÁ PODEM SE ASSOCIAR

Informo a todos os universitários coreauenses que a Associação dos Universitários de Coreaú (AUC) já está recebendo inscrições dos futuros associados. Para se inscrever, o universitário deverá preencher um formulário, anexar o comprovante de matrícula ou qualquer outro documento que comprove que o mesmo cursa o ensino superior junto ao formulário e pagar uma taxa de apenas R$ 2,00. O período de inscrição terminará no dia 15 de janeiro de 2013.

Para efetuar sua inscrição, você deverá procurar qualquer membro da diretoria - Fábio Gomes (Araquém), Gerrio Santos (Coreaú), Xaxandre Pinto (Coreaú), Jânio Teles (Araquém) Ana Paula (Coreaú) e Hélio Costa (Araquém) – preencher o formulário que lhe será entregue, anexar o comprovante de matrícula e efetuar o pagamento da taxa. Se você preferir preencher o formulário em sua casa, faça o download do mesmo no endereço que será disponibilizado a seguir: http://www.mediafire.com/?hx08g2ew5i55n1n

Atenciosamente,
Hélio Costa, no Araquém News

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

COREAÚ, NOSSO PATRIMÔNIO: CEMITÉRIO SÃO MIGUEL

Aquela fachada antiga, já deteriorada, cenário da saudade, despedida de meus ancestrais. Não é só de pranto, também há encanto ali onde jaz o que resta. O que restará de nós nestes roseirais? 
O sétimo da série que visa abordar patrimônios histórico-arquitetônicos de nossa Palma. Arte gráfica de nossa autoria.
Veja também: Capela de Santo Antônio de Pádua, de Araquém / Coluna do Relógio / Igreja Matriz de Coreaú / Igreja de São Francisco / Mercado Público / Corcal

EM PRECE AO RELENTO

Neste relento me prostro e me entrego completamente a um deus ninguém que está no vento, no ar, e que invade a gente; mergulho tão profundo, submundo proeminente.

Libertei-me! Feito louco desimpedido, na magnitude do nada, aqui perdido... ao da terra sentir o pó me tocar às rajadas o rosto, já não sou se já fui só. Ando, ando sem rumo.

E as passadas, embriagadas, aturdidas, guiam-me à lua, soturna lua, que me espera apreender a pequenez e, de passo em vez, faço canção, abro mão de pensar em mim.

Só não fui, só não serei, só nada sei, sou só, de nada rei, apenas andei, comecei e não terminei alguns nós. E aqui já faço laço, me embaraço e contorço com o dorso do céu infindo.

Infindo céu, completo nada, pontilhado a pincel com a luz carregada da divindade pueril. Louvo ser pequeno!

NÃO-EU DE MIM

Gritei, gritei bem alto, pra poder me escutar!
Tantas vozes alheias, ali, num repleto misturar...
Que voz seria eu? Teria eu uma voz? Como encontrar?
Vasculhando, varrendo, revirando, caixinha de surpresas.
Viro a mesa! Arrependimento, só lamento, nada mais!
Aqui jaz o que outrora pensei ser. Errei eu em não ver?
Que nada! Nada via, só sombra, o resto: réu agonia.
Agonia do não-saber, e querer.

(Pintura de Ivan Malek)

MÚSICA: "DÁ-NOS UM CORAÇÃO FORTE PARA LUTAR!"

Pra começar o ano renovando as energias e a disposição pra construir a "Terra Sem Males" - imagem advinda do povo Guarany, atual enquanto caminho, sentido de atividade, de militância; que façamos esta terra ou este "Céu", com insistência e coragem, pregando a justiça, neste e nos outros anos que virão.
A edificação se dará com ternura, como nos diz o refrão do cântico abaixo:
"Dá-nos um coração grande para amar!
Dá-nos um coração forte para lutar!"