terça-feira, 4 de dezembro de 2012

COMENTÁRIO DE HÉLIO COSTA SOBRE O TEXTO DO BENEDITO GOMES “COREAÚ: QUE MUDANÇA?”

"Caro Benedito Gomes, venho por meio deste reforçar e apresentar algumas observações ao seu texto 'Coreaú: que mudança?'.

Benedito Gomes, realmente em termos políticos nas eleições deste ano, em ambas as candidaturas (majoritárias), não houve nenhuma mudança. As mesmas praticas politiqueiras como compra de votos e promessas de emprego (sendo estas as principais, não tirando a possibilidade de haverem outras formas de 'ludibriar' a sociedade coreauense) foram realizadas na última eleição. É triste, mas verdade.

É certo e inquestionável também, que não devemos desempenhar o papel de vidente e tentarmos dizer como a oposição, no qual ganhara as eleições, irá se comportar administrativamente em seu governo. Mas, contudo, temos a esperança de que possa haver algumas mudanças, e, caso ela se concretize, será uma grande vitória para os cidadãos de nossa cidade, visto que em governos anteriores não havia essa preocupação.

Com relação às praticas politiqueiras, não querendo aqui defendê-las, é quase que impossível na realidade política vivenciada por nós, algum candidato, seja ele para prefeito ou vereador, sem utilizá-las, consiga ser eleito. O que quero dizer com isso é que estas práticas já estão arraigadas em Coreaú, e que vai ser extremamente difícil exterminá-las.

Acredito Benedito Gomes, que para haver uma transformação positiva na forma como é feita à política coreauense, isto é, acabar com estas práticas, esta ideia de renovação, a princípio, não tem que partir dos candidatos à eleição, mas sim dos próprios eleitores do município. Pois senão vejamos: se um candidato não partilha deste modo arcaico de se fazer política, ele não consegue ser eleito. Este fato é explicito em Coreaú. Então, não há com base neste contexto, a possibilidade de fazer-se uma modificação do interno para o externo.

Contudo, em meu pensamento, existe a possibilidade hipotética de um candidato que não partilha de tais convicções politiqueiras chegar ao poder e fazer um trabalho de conscientização sócio-política que possa excluir da mente do munícipe estas convicções. Para isso, em nossa realidade atual, o candidato deverá, como ponto de partida, fazer uso destas abomináveis práticas, pois só assim ele conseguirá chegar a ser eleito e assim poderá dar inicio ao trabalho supracitado (isso não quer dizer 100% que ele quando assumir o cargo irá trabalhar contra o sistema politiqueiro, pois o mesmo em certo momento pode ser corrompido por este). Porém, é necessário frisar que esta não é uma prática correta. O certo como já é sabido por todos é o voto consciente, no entanto ao fazer uma análise da situação política de Coreaú, creio que essa tomada de consciência só vai ocorrer em longo prazo, quando a educação tiver melhorado e os frutos que estão sendo plantados hoje estiverem sendo colhidos, quando as pessoas forem mais independentes intelectual e financeiramente e não necessitarem mais vender seu voto.

Por fim, com a iniciativa popular e com um representante preocupado com nossa realidade é que poderemos derrubar esse sistema politiqueiro. Seja esta intervenção realizada do interno para o externo e vice e versa ou ambas ao mesmo tempo. Agora a pergunta é: quando isso irá ocorrer?"

(Hélio Costa, no AraquémNews)

Deste blogue: 
Sendo utópico pensar num dia em que se exclua definitivamente as "convicções" politiqueiras da população, também esperar de alguém que se eleja de forma corrupta uma ação não-corrupta é arriscado (ou ingenuidade). De toda forma, há de se continuar lançando alternativas de candidaturas limpas e propositivas e, conjuntamente, fazer pressão aos que lá estão, eleitos como foram, para que façam algo para melhorar as condições de vida da população (minimamente), acrescido da necessária militância junto à sociedade civil, fazendo por si só aquilo que o estado não fizer (com todas as limitações implicadas, claro!). Não dá pra afirmar se isso é o bastante, mas é o que se apresenta como saída para os que se dizem conscientes. Grato pela contribuição!

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